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terça-feira, 23 de julho de 2013

"Mais vale uma onça amiga que um amigo da onça"

Antes de termos filhos achamos que somos os maiores, temos mais amigos que o Papa, estamos sempre disponíveis para tudo, para aquele café ás 2 da manha que nunca chega a ser café, para oferecer o ombro para chorar, para uma noite de copos, para ir dar de comer á tartaruga enquanto estão de férias, para aquela viagem de 2 dias só porque nos apeteceu, para lhes ir levar gasolina porque a merda do carro nunca mais se habitua a andar a vapores.

Depois de dares a noticia ficam todos eufóricos porque vão ser tios, todos têm uma habilidade que querem ensinar e todos se imaginam a pegar no bebe, a mudar a fralda, a ficar com ele quando formos fazer uma escapadinha romântica, pardais ao ninho. 

Depois a tua barriga começa a crescer e todos acham piada andar aqui a passar a mão, alguns esfregam, devem pensar que é alguma lamparina e que vai sair daqui um génio e lhes vai conceder 3 desejos. Até aqui tudo bem...continuas com ar de gente e ainda te reconhecem como "um deles".

Apartir do momento em que passas para a fase em que para mexeres o rabo tens de pedir licença ás mamas, esquece... Criam ali uma espécie de fobia que ainda estou para perceber se é receio que entres em trabalho de parto e que eles tenham de assistir e fazer aquela respiração de cão, se é medo que te rebentem as águas e lhes sujes a carpete marroquina comprada numa grande superfície sueca ou se é só porque já não dás jeito...estás com bicho...já não és tão útil...

Nasce o "sobrinho/a" e mandas mensagem a toda a gente porque acreditas realmente que alguém esperava por esse dia com tanta ansiedade como tu, algumas respostas vêm "quem és tu? Não tenho o número registado", outros prometem que te vão ver no dia seguinte e até hoje ainda não lhes sentiste o cheiro, outros são aqueles que te respondem "quando saíres da maternidade vamos beber um copo para comemorar" e outros são os que simplesmente cagam. 

Aos do "quem és tu" não respondo, assim não corro o risco de ser indelicada e depois ter alegar em minha defesa depressão pós parto. Aos que prometem e não vão eu agradeço não terem ido, eu também não visito bebés com menos de um mês, mas com dois anos acho que é pacifico...
Aos que combinam uma saída para um copo eu respondo "alinho,mas...Copo de leite ou de água?" e aos que cagam só tenho a dizer que lamento muito a vossa infelicidade por não fazerem parte dos meus amigos actualmente. 

Depois de passar a fase em que és uma inútil e a tua cria depende totalmente de ti, pensas que vais voltar a estar mais vezes com os teus amigos e percebes que afinal não, isso só acontece quando os convidas para comer ou beber na tua casa e daí deduzes:
- Ou têm inveja de teres um tesouro tão grande;
- Ou têm medo que a criança lhes roa a mobília da sala e lhes mije a famosa carpete;
- Ou então devem pensar que se me convidarem para petiscar lá em casa vão ter de me servir uma perna de peru só para mim. 

A isto respondo:
- Inveja é uma doença e para ter filhos só existe uma maneira de fazê-los e eu não estou disponível para dar aulas;
- Aos que têm medo que a criança lhes destrua a casa alerto para o facto  de haver bebes/crianças mais civilizados que alguns adultos na casa dos 30;
- E aos que não me convidam para os petiscos, informo que dou leite mas não sou uma vaca, qualquer lagosta me deixaria satisfeita, fiquem lá com o peru para vós. 

Mas o melhor de tudo é vê-los a dar à costa novamente quando a cegonha bate-lhes á porta...






domingo, 21 de julho de 2013

Eu também canto canções de embalar...


 
Gostar de cantar não é sinónimo de saber cantar...
 
Eu gosto de cantar, e sou capaz de passar o dia a cantar a mesma musica, MESMO NÃO SABENDO A LETRA, o que importa é cantar.
 
Quem canta seus males espanta...
 
Quando estava grávida uma amiga partilhou comigo esta música linda, tão linda que ficou entranhada na minha pele como um perfume, era capaz de passar o dia a canta-la, inventando uma ou mais rimas e o que era certo é que a "bichinha" reagia, ficava calminha...
 
Depois do nascimento continuei a canta-la e ela ficava muito atenta e sorria, pelos vistos reconhecia a músíca ou então ficava em estado de choque com a minha voz e sorria para me fazer feliz...
 
E vocês cantam para os vossos filhos?